terça-feira, 22 de julho de 2014

As asas de Frida Kahlo

Magdalena Carmen Frida Kahlo Calderón pintou sua dor com maestria.



13 de julho de 1954 morre cumprimentando a vida , e como seus quadros viveu em cores e com muita emoção.

Sandías con leyenda : Viva la vida, seu último quadro que resume sua passagem por este mundo , alegria de viver e cores para sonhar.

Frida teve sua vida marcada por dois grandes acidentes: um quando viajava de ônibus aos 19 anos que lhe fraturou a coluna em três lugares, a clavícula, três costelas, a perna e o pé direito; outro quando conhece Diego Rivera e se apaixona por sua obra e seus encantos.

Com o primeiro acidente vive sua vida sublimando a dor e as infinitas intervenções cirúrgicas que enfrentou, além da tripla fratura pélvica que lhe impediu de ser mãe. Com o segundo acidente conheceu a dor de amar alguém que seria um leal companheiro mas um marido infidelíssimo ( inclusive teve um romance com sua irmã, Cristina Kahlo ).






                 


Sua obra é atemporal e sem fronteiras, ainda que sempre levou o seu México no coração e nas cores fortes com que se retratava com frequência. Morou em Nova Iorque onde expôs trabalhos além de San Francisco e Boston, mas se sentia um pássaro longe do ninho e deprimida sem a presença de Diego Rivera com quem volta a casar em 1940. Regressa , no ano seguinte, ao México e pinta vários autorretratos.

Segue expondo suas pinturas pelos EUA  juntamente com seu interesse pela política e pelo comunismo.





O filme Frida tenta retratar não a pessoa vistosa, controversa, revolucionária mas a mulher que ama a vida , um amor incondicional acima e além da sua dor, um amor além da possessão quando se refere ao homem.


hayek.mp3


Com certeza se estivesse viva diria que gostaria de ser lembrada pela sua beleza interior capaz de recriar a dor e o desamor com arte e cores !

VIVA LA VIDA!


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Muita calma nessa hora

Em tempos de Copa em casa; invasão de torcedores estrangeiros ; tensão emocional dos jogos; manifestações políticas e politiqueiras; violência dentro de campo e fora dele : VÁ DE CONTRAFLUXO!
ESQUEÇA O ESTRESSE GERAL E PONHA EM PRÁTICA O MOVIMENTO SLOW E, MAIS QUE TUDO , MANTENHA-SE CALMO!

Então: Keep calm,  relaxa e goza o momento. Na primavera de 1939, quando a Inglaterra se juntou às tropas aliadas para enfrentar o exército alemão durante a Segunda Guerra , o governo inglês decidiu imprimir cartazes para acalmar a população - três pôsteres no mesmo padrão design: duas cores, uma frase impressa em fonte elegante e um desenho da coroa do rei George VI, à frente do país na época.

Três versões foram enviadas à gráfica.Na primeira , as letras elegantes, a coroa e a frase: "Sua coragem, sua alegria e sua determinação vão nos trazer a vitória". Na segunda, o mesmo design e a mensagem: " A liberdade está em perigo. Defenda-a com toda a sua força". Os dois primeiros pôsteres foram distribuídos em setembro do mesmo ano e rapidamente invadiram  paredes e janelas de lojas e vagões de trem. A terceira versão é aquela famosa. Só que os ingleses da época nunca viram o cartaz com a frase "Keep calm and carry on", pois ele foi guardado para ser exposto só em situação de crise ou de invasão - e acabou não sendo lançado.
Foi só em 2000, 61 anos depois de ser impresso, que o pôster foi descoberto e virou meme mundial : estava em um sebo na costa nordeste da Inglaterra, no meio de livros empoeirados. Ao encontrá-lo, a dona da livraria o enquadrou e o pendurou na parede- e o pôster fez tanto sucesso entre os clientes que os donos decidiram imprimir cópias da imagem e comercializá-las. A frase ganhou o mundo - talvez pelo conselho sensato, pela mensagem universal.

Então mantenha-se calmo e siga em frente .
 Vai pegar fila: leve um livro ou Mp3. Vai atrasar o voo: leve um edredom para dormir todo torto nas desconfortáveis poltronas dos aeroportos brasileiros. Não pôde viajar: desfrute a companhia dos amigos. Neymar fora da Copa 2014 : relaxe, os outros 22 jogadores darão conta do recado e se não der, seus problemas  continuarão os mesmos. 
Afinal a hora é de brincar e ser feliz!
O fato de você extravasar a frustração represada ou a indignação secular dos problemas intrínsecos brasileiros pode ser ricocheteada na sua direção.
Você pode escolher se vai entrar em campo e fazer um gol, se vai perder com dignidade, ou se vai ficar na arquibancada xingando o juiz. 
Não esqueça : A FESTA É NOSSA !




Obs: Texto revisitado de Vida Simples dez/2012

terça-feira, 3 de junho de 2014

Viva Toscana: Tamerò - O Restaurante de uma Firenze Jovem e Alternativa



 Esta semana o site Viva Toscana traz uma dica imperdível pra quem procura algo moderno e jovem que se destaque das tradicionais trattorias toscanas de Firenze.


Tamerò se define como um "pasta bar", um restaurante especializado em massas caseiras com o clima informal e descontraído de um bar. Localizado em um dos bairros mais boêmios da cidade, onde gente bonita se reúne no fim de tarde e o agito é garantido!

Tamerò fica na Piazza Santo Spirito, no Oltrarno, um bairro da cidade caracterizado pela presença de artesãos, restauradores, lojas e mercados de antiquariado, frequentado por gente jovem e alternativa. Talvez seja o único bairro histórico de Firenze que ainda consegue manter seu caráter fiorentino, frequentado sobretudo pelos locais. No fim de tarde, principalmente nesta época do ano mais quente, a praça é tomada de gente de todas as idades, fiorentinos e alguns estrangeiros, que se reúnem nos bancos da praça e ao redor da fonte sob a fresca sombra das árvores. O Tameró dispõem mesas externas para quem quiser curtir o clima ao aberto.


Abaixo o link:
Viva Toscana: Tamerò - O Restaurante de uma Firenze Jovem e Alte...:

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Just Milan

MILÃO respira design de luxo e moda de alta costura, isto quase todo mundo já sabe.

Mas andando pelas ruas desta cidade cosmopolita , a moda e o design se encontram nas ruas, nas fachadas de pequenas lojas, no design interno de concept stores, street mood dos milaneses ou não tão italianos assim. Aqui tudo se mistura e cada um respira a cidade como a vê, talvez por isso ela muda a cada faceta , dependendo da visão única e ímpar de cada um.

Separamos dois sites bem interessantes e uma reportagem bem legal para confirmar o milan style de viver 




http://yatzer.com/article.php?idS=3434









http://www.thesartorialist.com/?s=milan



quinta-feira, 22 de maio de 2014

Café: o vinho dos árabes

A lenda do café é antiga e começa lá na Abissínia, hoje Etiópia.
Dizem que um pastor de ovelhas descobriu o poder da plantinha, notícia que se espalhou para os monges islâmicos do Iêmen e , daí , para Meca, foi um pulo.
Os peregrinos islâmicos trouxeram a planta da África para o Oriente e guardaram o segredo a sete chaves. Os árabes se apegaram tanto ao café que ele era conhecido como “vinho da arábia”, quando chegou à Europa no século XIV; até hoje o tipo mais comum é classificado como “arábica” – em homenagem ao povo que vislumbrou seu futuro.

O NOME CAFÉ NÃO É ORIGINÁRIO DE KAFFA, LOCAL DE ORIGEM DA PLANTA, E SIM DA PALAVRA ÁRABE QAHWA, QUE SIGNIFICA VINHO.

O café fazia parte do dia-a-dia dos árabes e até nos casamentos o café tinha poder, pois existia uma lei que permitia à mulher pedir divórcio , se o marido fosse incapaz de lhe prover uma quantidade diária suficiente da bebida. (!) Também foi em Meca que surgiram as primeiras cafeterias, conhecidas como Kaveh Kanes, locais de encontro entre comerciantes, para discussões de negócios ou lazer à base de café , já que o álcool era proibido.


                                                       kaveh kanes coffee  
                                                          Kaveh Kanes (Scholibo Building, 1880) 912 Prairie

Na Europa Ocidental até o início do século XVII o café era lenda do Oriente e a admiração pelo café chegou com a expansão do Império Otomano; quando em 1687 os turcos abandonaram várias sacas de café às portas de Viena, após uma tentativa frustada de conquista. O café foi um prêmio pela vitória e assim foi inaugurada a primeira coffee house de Viena juntamente com o hábito de coar a bebida e adoçá-la com leite ( café vienense).

Mesmo assim os árabes protegiam dos estrangeiros as plantações enviando mudas fora do pergaminho , ou seja, escaldadas, sem possibilidade de replantio.

Mas enquanto a Europa maravilhava-se com o cafeeiro como planta decorativa, os holandeses ( espertos!) conseguiram sementes férteis e começaram a plantar em sua colônias ( Ceilão, Java, Malabar) .E os franceses, que não ficam atrás, presenteados com um pé pelo burgomestre de Amsterdã ,iniciaram testes nas ilhas Sandwich e Bourbon.


Com a experiência holandesa e francesa, o cultivo do café  foi levado para outras colônias européias :Suriname, São Domingos, Cuba, Porto Rico e Guianas.

Enquanto na Europa florescia as ideias iluministas e se planejava a Revolução Francesa, os jovens europeus reuniam-se em torno de xícaras de café, discutindo destinos, declamando poemas, lendo livros e conversando em casas famosas de café como Café Procope, em Paris, e o Café Florian, em Veneza (http://www.caffeflorian.com/). No oriente as cafeterias também eram suntuosas e possuíam glamour.

                                                                                                                          foto ite cafe procope
                                         Foto site Café Procope, Paris

UMA PAUSA PARA O CAFÉ…







O CAFÉ NO BRASIL




Pode-se dizer que hoje o Brasil (Minas Gerais , principalmente ) põe todo mundo no bolso – aliás onde tudo começou – o país é o primiero produtor de café e o segundo consumidor mundial do produto.
A história do bolso é a seguinte: Numa expedição secreta à Guiana Francesa o sargento-mor Francisco De Melo Palheta trouxe umas sementes de café , que guardou no bolso, devido à proibição de circular e sair com mudas daquele país.
O café , então, entrou pelo Pará veio descendo pelo Nordeste, até chegar em terras fluminenses nos idos de 1760. Daí para o Vale do Paraíba foi mais um salto. Já no final do século XIX, São Paulo era a “capital mundial do café”.
A produção era do tipo ‘plantation’ , escravista e exportadora. O café provocou grandes transformações no Brasil Império e Primeira República; melhorou as condições econômicas do país, gerou diversidade de negócios, criação de infraestrutura , intensificação da migração e imigração para a região sudeste além da opulência e riqueza da aristocracia brasileira ( o grande boom de empresários ).

Uma belle èpoque brasileira.

O reverso da moeda foi a manutenção tardia da escravidão e do trabalho semi-escravo  e um desmatamento da Mata Atlântica da região sudeste e sul de até 150 mil hectares por ano !
                                    media   
                                           Fonte e imagem: ABIC

     Repassando em 1 minuto                      





CURIOSIDADES SOBRE O CAFÉ


Em junho de 1908 uma dona de casa alemã aborrecida com a borra no fundo da  xícara e o sabor amargo do café começou a experimentar formas de coar diferentes. Aos 34 anos, munida de martelo e pregos, uma lata e um mata-borrão do caderno do seu filho inventou o coador descartável. Até então , só se conhecia o coador de pano ( que muitos ainda têm como o melhor para coar ). O fato é que registrou sua patente e em pouco tempo o seu MELITTA BENTZ conquistou fama internacional.
Para proteger-se de cópias, a partir de 1925 os pacotes de filtros levavam seu nome e as cores verde e vermelho: como até hoje!
O café, também marca presença no ambiente esotérico , onde a borra formada pelo café pode ter o poder de revelar fatos futuros de quem saboreou a bebida lentamente. Isto é uma tradição , entre muitos povos, quem sabe até tenha começado no mesmo lugar de onde saiu. (?!)

                                                                                                    so-sah-er-aus-der-erste-kaffeefilter-von-melitta-bentz
                                            Foto: faz.net

Mais sobre tipos de café e mania italiana de tomá-lo :
http://terodigital.blogspot.com.br/2013/09/o-cafe-e-arte-de-toma-lo-na-italia.html

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Gesti Italiani : o vocabulário mais explícito dos italianos

Uma bela homenagem a Bruno Munari , artista e design italiano, que contribuiu com suas obras e arte à investigação da criatividade infantil .
O livro IL DIZIONARIO DEI GESTI ITALIANI , feito para seu filho Alberto, é uma compilação dos famosos gestos italianos e que fazem parte do vocabulário 'não dito' mas explícito dos italianos.





di·gestire, l'abecedario del gesto all'italiana from Pietro on Vimeo.

Itália lembra design e , brincadeiras à parte, muito interessante como a arte pode ir a qualquer lugar ... um lavabo inusitado com papel de parede personalizado com o livro de Munari e suas expressões idiomáticas .

casa vogue



Publicação by off.caos. publicado casa vogue